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OperGama
O Agente

Fale com a casa.

A domótica pede-lhe que aprenda uma aplicação. O Agente pede-lhe que fale. É a diferença entre operar a casa e viver nela.

A interface

O ecrã é trabalho.

São sete da tarde. O frigorífico tem meia dúzia de coisas. Ninguém tem ideias para o jantar.

A alternativa de hoje é pegar no telemóvel, abrir uma aplicação, escolher filtros e percorrer resultados. Muito trabalho para uma pergunta simples.

Pergunte à casa.

Refeições

Do que existe, não do que falta.

Uma sugestão que exige três ingredientes que não tem em casa não é uma sugestão. É mais uma tarefa.

Parte do que há

O Agente propõe a partir do que está na cozinha, não a partir de uma receita bonita que obriga a sair de casa.

Acompanha a preparação

Passo a passo, por conversa. Ninguém tem de limpar as mãos para desbloquear um telemóvel a meio de uma receita.

Ajusta-se a quem come

A quem quer comer bem sem comer mal, e a quem tem preferências declaradas. Sem transformar o jantar num exercício de contabilidade.

Ou encomenda

Se a decisão for não cozinhar, o pedido faz-se pelo mesmo caminho. Não se muda de ferramenta a meio.

Sobre sugestões alimentares

O Agente sugere refeições. Não faz aconselhamento nutricional, dietético nem médico, e não substitui a indicação de um profissional de saúde. Restrições alimentares clínicas, alergias e intolerâncias devem ser confirmadas com quem de direito, e quem as tem deve verificar sempre os ingredientes.

Emergência

Há pedidos que não podem depender de encontrar o telemóvel.

A pedido do residente, o Agente estabelece uma chamada. Para o 112, para um familiar, para um vizinho. Sem procurar o aparelho e sem depender de se conseguir chegar até ele.

Para quem vive sozinho, e sobretudo para quem quer continuar em casa própria durante mais tempo, isto não se mede em conforto.

Como funciona a segurança e a emergência

O resto

O mesmo caminho, para tudo o resto.

  • Pergunte porque é que a factura deste mês subiu, e ouça a resposta em linguagem corrente
  • Peça para preparar a casa para receber gente logo à noite
  • Diga que vai estar fora quatro dias, e deixe o resto com a casa
  • Pergunte se ficou alguma coisa ligada antes de sair
  • Peça para carregar o carro até de manhã, pelo caminho mais barato
Limite

Propõe. Não decide.

O Agente observa, analisa e propõe. Fora das situações de segurança e emergência, nada com impacto físico na habitação é executado sem confirmação explícita de quem lá vive.

Não é uma preferência que se desligue na interface. Está na arquitectura, no documento normativo interno OG-ARQ-001, secção 5.2.

O objectivo não é dar mais coisas para controlar. É que a pessoa possa falar com a casa como fala com alguém.

Protásio Ramos, fundador da OperGama
Dados

Falar com a casa não é falar para fora dela.

Fica na habitação

  • O reconhecimento de quem está em casa
  • As credenciais de acesso aos dispositivos
  • A imagem das câmaras, quando existam

Não existe

  • Escuta contínua do interior da habitação
  • Agregação de dados entre casas para fins comerciais
  • Perfis de consumo vendidos ou cedidos a terceiros

O tratamento e o armazenamento fazem-se em infraestrutura alojada na União Europeia, com encriptação em repouso e em trânsito. Cada habitação é um domínio de dados isolado. Privacidade e segurança

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